09/12/2009

Investigar apenas os adversários

A CPI da corrupção foi criada na Assembléia Legislativa pelo PT e outros “militontos” de esquerda para fragilizar politicamente o governo do Estado e inviabilizar, definitivamente, a reeleição da governadora Yeda Crusius (PSDB). Depois do arquivamento do processo de impeatchmant de Yeda e da retirada de seu nome da ação de improbidade administrativa denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), a CPI perdeu força e se voltou para outra ameaça ao PT na disputa pelo Piratini em 2010.

Agora a CPI busca enfraquecer o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), relacionando seu nome a supostas irregularidades no Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) da Capital. A presidente da comissão, deputada Stela Farias (PT), quer investigar os principais adversários dos petistas na eleição do próximo ano. Entretanto, ela esquece que também tem o “rabo preso”.

Stela faz acusações e julgamento prévio de atos sem comprovação no intuito de confundir a opinião pública. A petista responde a processo por improbidade administrativa desde o período em que governou o município de Alvorada, além de possuir bens bloqueados enquanto aguarda julgamento final. Em outras palavras, a responsável por conduzir as investigações de corrupção apenas dos inimigos políticos do PT também precisa ser investigada.

Refém do aliado

A candidatura compulsória do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, ao governo do Estado, em 2010, pode representar um péssimo negócio ao PMDB. Além de abandonar a prefeitura mais de dois anos antes de encerrar o mandato, Fogaça vai deixar os peemedebistas refém num acordo de aliança com o PDT.

Os pedetistas querem indicar o vice na chapa ao Piratini e ao mesmo tempo assegurar o apoio do PMDB nas eleições municipais de 2012 na Capital. Como o pedetista José Fortunati vai herdar a prefeitura na saída de Fogaça, o PDT já está pensando em garantir sua manutenção no Paço Municipal daqui a quatro anos.

Fogaça aparece bem nas pesquisas de intenção de voto ao governo gaúcho. Entretanto, nas últimas eleições não foram os favoritos nas pesquisas que se tornaram governadores. O prefeito está trocando a administração da Capital por uma candidatura com vitória incerta ao Piratini.

06/12/2009

Fogo amigo contra Vanazzi

O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi (PT), foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por aplicar recursos de origem federal sem a realização de licitação. O MPF sustenta que o petista investiu R$ 220 mil provenientes do Fundo Nacional de Saúde, entidade ligada ao Ministério da Saúde, na aquisição de mercadorias e na contratação de serviços infringindo a Lei de Licitações.

O detalhe interessante nessa história está entre os denunciantes. Os próprios companheiros de partido de Vanazzi, no Ministério da Saúde, contestaram a conduta do prefeito. O caso deverá tramitar no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. No houver condenação, Vanazzi está sujeito à pena de detenção entre três e cinco anos, além de aplicação de multa.

PAPO NA HORA DO CHIMARRÃO...

Pseudo candidatura do PTB
O deputado estadual Luís Augusto Lara (PTB) insiste em defender sua pseudo candidatura ao Piratini em 2010. Certamente, o parlamentar não vai deixar de disputar uma vaga na Assembléia Legislativa ou na Câmara Federal para embarcar numa empreitada inserta ao governo do Estado. Ele está tentando valorizar o passe petebista nas negociações com o PMDB, PDT, PSB, PT etc...

29/11/2009

Cenário eleitoral nebuloso

Mesmo que o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) volte atrás em sua decisão “irreversível” de não concorrer ao Piratini em 2010, será difícil afastar a nebulosidade que se estabeleceu no cenário eleitoral do Rio Grande do Sul. Rigotto abriu mão de uma candidatura que nem havia sido lançada. O mesmo fez seu colega de partido, o prefeito de Porto Alegre José Fogaça, ao afirmar que não deixará o paço municipal antes do final do mandato. O PMDB pode acabar apresentando um candidato sem projeção para o pleito do próximo ano em função das posições de suas principais lideranças.

Todos sabemos que Rigotto governou o Estado de forma medíocre, sem projeto de reestruturação que permitisse a retomada da capacidade de investimentos, o desenvolvimento e a modernização da gestão pública. Ele fingiu que governou durante quatro anos. Mesmo assim, pasmem, aparece bem colocado nas pesquisas de intenção de votos. Os gaúchos podem ser muito confusos às vezes.

Fogaça fez diferente na prefeitura da Capital. O peemedebistas ajeitou as contas do executivo municipal no primeiro ano de gestão e promoveu mudanças significativas na estrutura dos serviços públicos oferecidos na cidade. Isso pavimentou sua reeleição de forma tranqüila no ano passado.

A desistência de Rigotto e de Fogaça vai acabar empurrando parte do PDT a uma aliança com o PT, que até o momento permanece isolado politicamente no Estado, e deixa o PTB órfão mesmo tendo lançado pseudo candidato ao Piratini, o deputado estadual Luiz Augusto Lara.

18/11/2009

CPERS está contra 32 mil professores

O posicionamento político do CPERS/Sindicato referente aos projetos de valorização dos servidores públicos, propostos pelo governo do Estado, coloca a entidade contra 32 mil professores que serão beneficiados de forma imediata com aumento salarial de 73,6%. O piso salarial dos integrantes do quadro do magistério estadual que possuem 40 horas semanais passará dos atuais R$ 862,40 para R$ 1,5 mil. Ao tentar desconstruir o reajuste proposto pelo governo, o CPERS ataca diretamente os profissionais com os menores salários da categoria.

Outro ponto criticado pelos sindicalistas “militontos” de esquerda envolve uma questão que interessa aos pais dos 1,2 milhão de alunos da rede estadual. O CPERS é contra a bonificação para professores das escolas que atingirem bons resultados na aprendizagem dos estudantes. Eles são contrários à concessão de algo que se configura como 14º salário, que vai complementar a remuneração normal dos educadores.

Sabemos que o relacionamento entre sindicato e governo sempre será conturbada. Nesta administração ainda houve o fator Mariza Abreu (ex-secretária da Educação), que procurou apenas o caminho do confronto direto com os sindicalistas, trazendo ranços políticos e pessoais da época em que fez parte da direção do CPERS. Agora, mesmo apresentando propostas flexíveis e simpáticas aos professores, o governo segue enfrentando resistência de fantoches dos partidos de oposição.

15/11/2009

Aliança com o PT

Apenas o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, acredita que o PT pode abrir mão de seu candidato na disputa ao governo gaúcho para algum aliado. O pré-acordo firmado entre pedetistas e petistas, visando possível coligação entre os dois partidos em 2010, está provocando desconforto em lideranças da recém criada união trabalhista, formada por PDT e PTB.

Em menos de duas semanas do anúncio da formação de um bloco reunindo os partidos trabalhistas no Estado, a aproximação com o PT pode implodir na origem o diálogo encabeçado por pedetistas e petebistas com outras forças políticas para a eleição do próximo ano. O PTB descarta qualquer aliança com os petistas, principalmente na região metropolitana.

É evidente que o PT não vai deixar de apresentar candidato ao Piratini. O ministro da Justiça, Tarso Genro, pode até afirmar peremptoriamente (como já disse em outra ocasião) que está disposto a negociar com aliados a posição de candidato a governador. Entretanto, a verdade é que os petistas apenas estão ganhando tempo para evitar o isolamento político verificado em outras disputas eleitorais. Ninguém quer se unir ao PT porque conhecem a forma centralizadora e o pouco espaço deixado por ele aos seus aliados.

08/11/2009

PAPO NA HORA DO CHIMARRÃO...

Declaração lamentável
A presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, desconsidera o reajuste posposto pelo governo Yeda Crusius para o magistério estadual. Em entrevista a um jornal da Capital, a sindicalista desconsiderou a proposta dizendo que o aumento do piso dos professores “só seria vantagem se o valor de R$ 1,5 mil fosse o básico para o plano de carreira”. Certamente ao dar essa declaração a “militonta” de esquerda não estava defendendo a categoria que representa, mas o partido político do qual faz parte. Os partidos usam os movimentos sociais e sindicatos para defender seus interessa. O servidos ficam em segundo plano, pelo menos até a hora da eleição.

06/11/2009

Eles são contra?

Enquanto o CPERS/Sindicato defende um piso salarial de R$ 950,00 para o magistério estadual, o governadora Yeda Crusius encaminha à Assembléia Legislativa um projeto de reestruturação do plano de carreira dos professores prevendo piso de R$ 1.500,00, além de 14º salário por desempenho. Mesmo sem tomar conhecimento do texto final da proposta do executivo gaúcho, os sindicalistas foram rápidos e, previsivelmente, se colocaram contra a iniciativa através de nota.

Em outras palavras, os “militontos” de esquerda, abrigados sob o guarda-chuva do CPERS, assumiram posição contraria aos interessas do magistério. Eles defendem o inviável: transformar o valor do piso em vencimento básico, condenando as finanças do Estado ao colapso em razão do tamanho da folha dos servidores da Educação. O governo propõe um patamar salarial 57% superior ao previsto na Lei do Piso Nacional dos professores.

Reconhecimento dos prefeitos

As homenagens feitas por prefeitos à governadora Yeda Crusius (PSDB) durante congresso sobre municipalismo, em Porto Alegre, mostram o quanto o ajuste fiscal promovido nas contas do Estado está beneficiando diretamente os municípios gaúchos. Em razão do déficit estrutural que os governos anteriores deixaram de enfrentar, as prefeituras não viam a cor do dinheiro do executivo estadual no compartilhamento de serviços públicos.

Yeda recebeu a tarefa de administrar um rombo orçamentário próximo a R$ 2,5 bilhões. Ela reverteu o problema, zerando o déficit com a racionalização e corte de 30% nas despesas dos últimos três anos. O governo modernizou a receita e intensificou o combate à sonegação fiscal no Estado. Isso permitiu a retomada da capacidade de investimentos. Apenas no primeiro semestre de 2009 foram liberados cerca de R$ 500 milhões para investimentos, valor 104,5% maior do que no mesmo período do ano passado.

Esses números representam o resultado de uma gestão responsável, comprometida com a boa aplicação de recursos públicos. O quadro é bem diferente do pintado pelos “militontos” de esquerda, que buscam de diferentes formas de manipular informações visando desgastar politicamente a governadora.

26/10/2009

Líder dos “militontos”

Algumas coisas chamam atenção no currículo da líder-mor dos “militontos” de esquerda, a deputada federal Luciana Genro (PSOL; foto ao lado). A diva dos revolucionários de retórica vazia passou por três universidades, entre elas uma pública, e não conseguiu concluir nenhum dos cursos que se propôs a fazer. A parlamentar cursou Direito na PUC/RS (1988-1990), Letras na UFRGS (1993-1994) e novamente Direito na Unisinos.

No âmbito da atividade profissional, ela afirma em seu currículo que é professora. A deputada passou por alguns cursinhos de inglês e lecionou, por apenas dois anos, numa escola particular de Porto Alegre. Deu aula para os filhos da elite que tanto despreza. Convenhamos: dois anos na função de professora não pode ser considerado como carreira profissional.

Atualmente, a brilhante parlamentar, acadêmica e profissional, cumpre licença interesse da câmara federal para ter mais tempo na elaboração de planos mirabolantes na tentativa de derrubar a governadora Yeda Crusius (PSDB). Afinal, papai é candidato ao Piratini em 2010 e precisa que alguém faça o trabalho sujo, tendo em vista que ele não pode perder a aura de homem público justo e petista moderado.

Foto: Agência Brasil

21/10/2009

Os acusadores de hoje...

Após o arquivamento do processo de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB), segunda vitória política da tucana em menos de uma semana, resta saber qual será o próximo passo dos “militontos” de esquerda na tentativa de derrubar um governo eleito democraticamente com denúncias infundadas de corrupção. Certamente antes de desfecharem novos ataques, o PT deverá explicar porque o presidente do Detran/RS no governo Olívio Dutra está com os bens bloqueados por irregularidades e desvios de recursos em sua gestão. Também poderia falar sobre as oito empresas fantasmas que prestavam serviços ao departamento de transito durante a administração petista.

A deputada estadual que preside a CPI da Corrupção, Stela Farias (PT), também poderia aproveitar a oportunidade para explicar as razões que levaram o bloqueio de seus bens e o teor dos sete processos de improbidade administrativa, que responde desde o período que foi prefeita de Alvorada. Para tomar posição, a sociedade gaúcha precisa estar ciente que os acusadores de hoje são os envolvidos em irregularidades de outros carnavais.

EM TEMPO
Os petistas esqueceram que em 2002 o Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o indiciamento penal do governador Olívio. Ele foi acusado de prevaricação apontada pelas investigações feitas na CPI da Segurança Pública, da Assembléia Legislativa do Estado. Houve outras três acusações contra o governador: crime eleitoral, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

15/10/2009

Caráter político do MPF

A decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) de excluir a governadora Yeda Crusius (PSDB) do processo de improbidade administrativa desencadeado pelo Ministério Público Federal (MPF) expõe, mais uma vez, o caráter político da ação. Tudo leva a crer que os procuradores, ao anunciarem o encaminhamento do processo contra Yeda e mais oito pessoas, em agosto, foram motivados por posições políticas.

O TRF foi claro ao afirmar que governantes só podem ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou pelo legislativo. Os “militontos” de esquerda, que buscam derrubar a governadora a todo custo, terão que esperar os desdobramentos do processo de impeachment na Assembléia Legislativa (AL).

Vale ressaltar que as coisas não estão muito favoráveis à oposição golpista na AL, tendo em vista o destempero protagonizado pelo deputado Raul Pont (PT) na leitura do relatório contrário ao afastamento da governadora. Na semana passada, o petista mostrou sua face agressiva aos gaúchos (na foto) durante sessão da comissão especial criada para analisar o pedido de impeachment de Yeda.

05/10/2009

Pesquisa estranha

Independentemente das razões que determinaram o baixo desempenho da governadora Yeda Crusius (PSDB) na pesquisa Ibope ao Piratini em 2010, divulgada no final de semana, dois cenários no levantamento chamam a atenção dos que acompanham de perto a cena política gaúcha.

O primeiro cenário estranho é quando Yeda não aparece na disputa. A ausência da tucana eleva o percentual do candidato do PT, Tarso Genro. Sabemos que eleitores do PSDB não migram para o PT, mas para as candidaturas de oposição aos petistas, como PMDB, DEM, PP etc.

O segundo está num dos levantamentos de segundo turno, entre Yeda e o Tarso. A tucana agrega um percentual muito pequeno dos eleitores dos demais partidos. Sabermos que peemedebistas, progressistas e democratas não votam em candidaturas petistas em nível estadual.

É importante considerarmos esses elementos antes de tomar posição diante dos resultados obtidos pela pesquisa. O levantamento feito pelo Ibope expôs dados, no mínimo, estranhos.

27/09/2009

Até o PT quer mexer na carreira

“A preocupação do movimento sindical é compreensível, mas tenho responsabilidades como gestor público. Não podemos continuar agravando a situação econômica da administração”. Essa frase poderia ter sido dita pela governadora Yeda Crusius (PSDB) em relação à proposta que altera o Plano de Carreira do magistério estadual. Entretanto, a afirmação partiu do prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann (PT).

O petista está propondo mudanças na estrutura funcional dos professores do quadro municipal. Basta saber se os sindicalistas vão adotar a mesma postura contrária e raivosa frente à reforma sugerida por Zimmermann como ocorre em nível estadual.

17/09/2009

Vandalismo X Capacidade argumentativa

Os movimentos sociais perdem a credibilidade quando substituem o diálogo e a capacidade argumentativa na defesa de suas posições políticas de forma razoável pelo vandalismo e destruição do patrimônio público. As fotos abaixo falam por conta própria e mostram porque certas entidades representativas vêm perdendo o respeito por parte da sociedade.

Protesto é legitimo num regime democrático, mas atos violentos contribuem ainda mais para deteriorar as relações institucionais no Rio Grande do Sul. O vandalismo demonstra a ausência de argumentos. Quem perde com isso são os gaúchos independentemente de ideologias.

Fotos do vandalismo de alunos e diretores do CPERS na Assembléia Legislativa:


Foto: Blog JPSDB-RS

15/09/2009

PAPO NA HORA DO CHIMARRÃO...

Chega ser patético ver a imprensa gaúcha dar mais destaque ao incidente insignificante ocorrido com a governadora Yeda Crusius no ato de acendimento da Chama Crioula, deixando de lado a entrega do orçamento geral do Estado, com previsão de investimentos superior a R$ 2,8 bilhões para 2010. É lamentável ver os profissionais do jornalismo mais preocupados com amenidades do meio político/institucional. A pauta de interesse público, o assunto que reflete diretamente na vida dos cidadãos ficou em segundo plano. Parece que o desenvolvimento econômico, o emprego e o papel do Estado na oferta de serviços públicos não têm grande importância diante do susto de uma autoridade.

13/09/2009

Processo de improbidade contra Stela Farias

A situação contraditória da deputada estadual Stela Farias (PT) merece um pouco de atenção por parte da imprensa gaúcha. A petista, que preside a CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa, responde a processo por improbidade administrativa com mais 1,6 mil páginas.

Stela enche o peito para acusar os outros e se dispõe a investigar as supostas irregularidades praticadas por seus adversários políticos, mas esconde que também é acusada de malversação de dinheiro público quando foi prefeita de Alvorada.

A petista está com bens imobiliários bloqueados e seu carro está liberado somente para uso. Tanto a deputada como o PT não querem nem ouvir falar nesse assunto. Resta saber até quando a ação contra Stela continuará silenciada pelos veículos de comunicação detentores da tal isenção.

28/08/2009

Aparelhamento da máquina pública

As razões apontadas para justificar as exonerações em massa na Receita Federal não surpreendem ninguém. Os pedidos de demissão dos auditores fiscais que ocupavam cargos de chefia, além dos seis superintendentes do órgão, por protesto pelo uso político do fisco apenas trouxeram à tona, mais uma vez, a forma como o PT encara a administração pública. Eles denunciaram a existência de ingerência política na instituição. Em outras palavras, acusaram o governo Lula de aparelhar partidariamente uma estrutura que deveria ser basicamente técnica, tendo em vista que a Receita é responsável pela arrecadação de tributos ao país.

Os petistas se apropriam do aparato estatal, norteando os trabalhos de forma ideológica. O PT defende que o Estado brasileiro deve incorporar as demandas profissionais que a iniciativa privada não consegue absorver. Fazem concursos e contratam cargos de confiança no intuito de aparelhar órgãos públicos e fomentar ainda mais as entidades sindicais que representam os servidores.

Por onde administram, os petistas são responsáveis pelo inchaço da máquina pública no âmbito dos recursos humanos. Futuramente, a sociedade deverá atribuir ao PT o ônus da falência dos sistemas previdenciários. Certamente, teremos mais inativos nas folhas de pagamento do que quadros na ativa contribuindo com a previdência.

25/08/2009

Laranjas da propaganda

Será que alguém acredita que uma agência de publicidade faria de forma espontânea, sem retorno financeiro, uma campanha acusando a governadora Yeda Crusius (PSDB) de corrupção? A Interlig espalhou deliberadamente, por Porto Alegre, outdoors relacionando o rosto da governadora à corrupção.

Certamente, a campanha assinada pela Interlig está sendo financiada pelos “militontos” de esquerda, que aparelharam os sindicatos com objetivos partidários. Usam o dinheiro da contribuição de servidores públicos filiados a entidades classistas para promover ações político-partidárias de forma explicita.

Como resposta, a Juventude do PSDB está espalhando cartazes por diversos municípios gaúchos, visando chamar atenção quanto ao contraste entre os que fomentam a política do ódio e o trabalho positivo do governo do Estado. O material apresenta a frase “Enquanto eles atacam... Yeda faz o Rio Grande crescer”. Essa campanha é assinada pela JPSDB-RS e não por laranjas da propaganda...

Imagem: Cartaz feito pela JPSDB-RS

11/08/2009

Yeda não será afastada

Segundo a juíza da 3ª Vara Cível da Justiça Federal de Santa Maria, Simone Barbisan Fortes, não há elementos suficientes para determinar o afastamento da governadora Yeda Crusius (PSDB) do cargo. Ao negar o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para afastar Yeda do Piratini, Simone afirmou: “fica difícil aferir de plano a suficiência de elementos que levem a concluir pela necessidade de afastamento da governadora do seu cargo”.

Um certo veículo de comunicação deverá rever suas posições, tendo em vista que fez previsões afobadas, além de fazer o jogo dos procuradores do MPF, depois do jogral circense protagonizado por eles na semana passada. A decisão de Simone aponta para a cautela necessária que a imprensa deve ter diante do “denuncismo” barato orquestrado pelos que fomentam a política do ódio no Rio Grande do Sul.

Foto: Antonio Paz

07/08/2009

Isso eles não querem que os gaúchos lembrem...

Os petistas que estão querendo afastar do cargo a governadora Yeda Crusius, por suposta improbidade administrativa, esqueceram que o PT passou por episódio parecido. Em 2002, o Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o indiciamento penal do governador Olívio Dutra (PT). Ele foi acusado de prevaricação apontada pelas investigações feitas na CPI da Segurança Pública, da Assembléia Legislativa do Estado.

O governador petista foi acusado de ter se omitido na repressão ao jogo do bicho. Na CPI, foi apresentada gravação na qual o então militante do PT Diógenes de Oliveira, ligado a Olívio, pedia à chefia da Polícia Civil que não fosse rigorosa no combate aos bicheiros. Houve outras três acusações contra o governador: crime eleitoral, crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Até o filho de Olívio, Espártaco Dutra, também foi enquadrado por falsidade ideológica e falso testemunho durante as investigações.

06/08/2009

Uso político do MPF

Ficou evidente que a manifestação do Ministério Público Federal (MPF), quanto aos casos de corrupção no Rio Grande do Sul, foi política. Eles não apresentaram acusações, por razões legais, mas nomearam agentes políticos relevantes. Mantiveram o sigilo sobre as denúncias, porém divulgaram nomes gerando um julgamento antecipado por parte da sociedade. Pior que isso: criaram uma situação caótica, jogando o governo do Estado, enquanto instituição, em descrédito. Os gaúchos viram nomes sendo acusados de irregularidades, mas não viram as acusações ou as tais provas.

Os procuradores fizeram ameaças a pessoas cuja idoneidade ainda será julgada. Um procurador não pode dizer que “não haverá moleza para esses réus...”. Quem julga o mérito do processo não é o MPF. Esse tipo de declaração é claramente tendencioso e tem conotação política. O estrago foi feito. Independentemente do resultado do julgamento, o nome dos acusados foi jogado à lama.

05/08/2009

Precisamos ter cautela

O conteúdo da manifestação dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF), quanto os casos de corrupção no Rio Grande do Sul, deve ser encarado com cautela pela sociedade gaúcha. Foram citados nove nomes de autoridades e lideranças partidárias, entre elas a da governadora Yeda Crusius (PSDB), mas novamente não ficaram claras as acusações e a extinção de provas contra os agentes públicos. Até que ponto o MPF pode ter assumido um papel político em benefício de algo ou alguém?

Valendo-se de procedimentos técnico relativos ao sigilo de determinadas informações, os procuradores apenas lançaram no ar uma lista de réus e omitiram aquilo que mais importa: os fatos que levaram as pessoas acusadas a essa condição. Devemos ficar atentos aos próximos desdobramentos deste assunto, e cobrar da Procuradoria Geral da República e da Juíza da 3ª Vara Cível de Santa Maria os esclarecimentos.

Foto: ZERO HORA.com

O medo de Simon

O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) tinha razão para temer o olhar fulminante de seu colega, o ex-presidente da República Fernando Collor (PTB), durante pronunciamento feito na tribuna do Senado no começo da semana. Analisando a foto a abaixo podemos concluir que havia antecedentes para a existência do temor por parte do peemedebista. Brincadeira a parte, o olhar é parecido...


Foto: Geraldo Magela (Collor no plenário do Senado)

01/08/2009

PAPO NA HORA DO CHIMARRÃO...

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para ouvir as explicações do ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), quanto ao vazamento de gravações telefônicas do presidente do Senado. Se existirem explicações, o petista poderia falar sobre os vazamentos ocorridos durante investigações no Rio Grande do Sul. Até o momento, nem o ministro, nem seu capanga no Estado, o superintendente da PF, Ildo Gasparetto, deram explicações convincentes sobre o assunto.

Qual é a verdadeira face PT?

Gostaria de saber qual é a posição dos deputados petistas do Rio Grande do Sul diante das declarações do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e do o ex-deputado, cassado no escândalo do “mensalão”, José Dirceu, em defesa de Sarney. Pelo que foi públicado na impressa, é o partido que está defendendo o presidente do Senado e não apenas o governo Lula, como os petistas estavam tentando passar à opinião pública.

Aqui no Estado, deputados do PT, como Stela Farias, Elvino Bohn Gass e Fabiano Pereira, acusam a governadora Yeda Crusius (PSDB) de ser conivente com corrupção. Entretanto, em nível nacional, os petistas minimizam as falcatruas comprovadas de seus aliados. No Congresso Nacional, eles não querem CPI para investigar corrupção, mas na Assembléia Legislativa gaúcha o PT não pensa da mesma forma. Definitivamente, a coerência não é o forte dos petistas. Afinal, qual é a verdadeira face do PT?

28/07/2009

PAPO NA HORA DO CHIMARRÃO...

A governadora Yeda Crusius (PSDB) deveria aproveitar o momento de reorganização que se estabeleceu no governo do Estado, após o desfecho do caso Buchmann (ex-presidente do Detran), para despachar inimigos na trincheira. Yeda precisa ficar atenta a determinadas posturas adotadas por alguns de seus colaboradores mais próximos. Não é apenas o PMDB que comemora o desgaste político da administração tucana. Pessoas ligadas ao próprio PSDB se somam às fileiras de críticos vorazes e “militontos” de esquerda que não deixam a governadora trabalhar. Com aliados desse nível Yeda não precisa de oposição.

17/07/2009

A selvageria de pseudo-educadores

É desnecessário classificar de selvagem e imoral o ato protagonizado por pseudo-educadores em frente à casa da governadora Yeda Crusius. As imagens dos manifestantes raivosos e da atuação da Brigada Militar falaram por conta própria. A presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, foi algemada na ocasião por resistir com violência à voz de prisão dada pelos policiais, por desacato e perturbação da ordem. A vereadora do PSOL, Fernanda Melchionna (projeto de Luciana Genro), foi detida porque também desacatou autoridades, como foi visto nas imagens divulgadas pelas emissoras de televisão.

Protestos são legítimos em uma democracia, entretanto o CPERS passou dos limites e cometeu um crime contra a família da governadora. O ato ultrapassou os parâmetros políticos e tomou caráter pessoal desrespeitando a sociedade gaúcha. A comunidade escolar deve ficar atenta diante de educadores que podem estar reproduzindo em sala de aula o mesmo ódio e violência visto na manifestação.

Foto: Eduardo Seidl

16/07/2009

Desrespeito à sociedade gaúcha

O protesto em frente à casa da governadora Yeda Crusuis (PSDB) mostra o desrespeito de movimentos sociais que não possuem compromisso com o dialogo e a democracia. Se fosse pacífico, como foi alegado pela vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL), o desfecho seria diferente. Certamente, a Brigada Militar não prenderia “militontos” de esquerda e pseudo-educadores se não houvesse perturbação da ordem pública. A prisão da presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, e da vereadora Fernanda, entre outros baderneiros, foi pouco diante do excesso do ato.

O desrespeito às instituições por parte de lideranças políticas com perfil golpista em nosso Estado está extrapolando todos os limites toleráveis dentro do exercício da cidadania. Os mesmos que protestaram de forma desequilibrada em frente à residência da governadora afirmam que estamos vivendo em regime de ditadura. Entretanto, eles concedem entrevistas livremente de maneira raivosa, fazem acusação sem provas e desrespeitando autoridades constituídas por voto popular. Eles não sabem o que falam.